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PENSAR ALCANENA ! Blog mantido por municipes de varias sensibilidades, com a finalidade de PENSAR ALCANENA, ja que os neuronios disponiveis na autarquia sao quase nulos !

terça-feira, janeiro 06, 2004

SUSPENSÃO - ESCLARECIMENTO 

Sabemos que várias pessoas têm procurado encontrar novos textos neste Blog e que estranham o projecto não estar a evoluir conforme se previa.

Damos aqui uma explicação a todos.

Como alguns conhecem, o projecto tinha uma filosofia que assentava essencialmente nos contactos em escada, isto é, cada convidado participante ficava com a missão de convidar um outro participante.
Por outro lado, pretendíamos garantir uma participação pluralista em relação ás posições políticas dos intervenientes e finalmente, a regra estabelecida dos textos serem divulgados com nickname, pelas razões expostas na altura dos contactos.

Assegurados que foram cerca de 15 participantes, apenas alguns iniciaram os seus contributos e desses, não houve continuidade.
Apenas 2 convidados mantiveram uma discussão interessante pela diversidade e oportunidade dos seus pontos de vista.
No entanto e compreensivelmente, uma última resposta ao último texto publicado, chegou-nos com a condição de apenas ser publicado, caso surgissem novas participações. O autor não aceitou continuar a participar justificando que não queria transformar o Blog numa discussão a dois, mantendo-se disponível, para as condições iniciais.

Os responsáveis pelo Blog estão a analisar uma de duas soluções possíveis;
- A reformulação dos convites com compromisso firme de participação mensal, ou
- O abandono puro e simples do projecto.
Será ainda possível a tentativa da primeira solução que caso não seja garantida então conduzirá ao encerramento do “canal”.

Procuraremos dar noticias até final do mês de Janeiro.
Até lá, haja quem se digne PENSAR ALCANENA, pois continuamos mais no mesmo.

A Coordenação

sábado, novembro 15, 2003

INVOCAR PRECONCEITOS IDEOLÓGICOS COMO ARGUMENTO DE CONTESTAÇÃO POLITICA É “CASSETE” JÁ GASTA 

(Texto da autoria de Valdemar Henriques)

A propósito da opinião que tive a oportunidade de divulgar sobre a importância da Autarquia dispor de instrumentos para permitam a diversificação das actividades económicas do concelho, o Sr. Carlos Cunha (quero saudá-lo por se manter fiel ao discurso de achar que o capitalismo é solução para os problemas da humanidade) teceu algumas considerações que, evidentemente respeito, mas que carecem de alguns esclarecimentos da minha parte.
Assim:
1. Chame-se Parque de Negócios, Parque Industrial ou Zona Industrial, um concelho como o nosso, necessita urgentemente de uma infra-estrutura que permita ao município encetar uma politica de captação de novas actividades.
2. Os Estatutos aprovados para o gorado (felizmente) Parque de Negócios de Alcanena eram claros ao reservar para a respectiva Administração a gestão do espaço e, consequentemente a instalação das empresas respectivas.
3. Como a Autarquia só dispunha de 5% de respectivo capital era claro que não tinha nenhuma capacidade de intervenção na “escolha” das empresas que interessavam ao concelho.
4. Ao considerar que a Autarquia não deve abdicar de gerir o território – incluindo aquilo a que chamo o Parque de Actividades Económicas – não se pode inferir que seja contra a actividade privada ou contra os empresários.
5. Invocar fantasmas e espantalhos anticomunistas, para se defenderem ideias que agravariam os problemas existentes, pensava eu, que era chão que já tinha dado uvas.
A grande divergência reside portanto no seguinte: eu acredito que o município deve dispor de instrumentos que favoreçam a captação de empresas potenciadoras de postos de trabalho de qualidade e outros, como o Sr. Carlos Cunha, acham que os interesses privados devem ter rédea larga e ao erário publico compete somente pagar e/ou subsidiar esses interesses.
À lógica dos interesses do capital neo-liberal contraponho a lógica do interesse público.
A terminar gostaria de deixar-vos um desabafo: é desanimador o número de participantes neste fórum e sobre uma questão tão importante como a que vimos abordando, será também significativo que mais ninguém pareça interessado em dar opinião.

Valdemar Henriques

quinta-feira, outubro 23, 2003

ALMOÇOS COM O PESSOAL  

QUEM PAGA ?

Comenta-se já com algum á vontade uma situação curiosa que se passa na nossa autarquia, que é;
O vereador de Minde, na câmara de Alcanena, todos os meses convida o pessoal que está sob a sua directa responsabilidade para um almoço, certamente de trabalho, que se realiza num restaurante.
Á primeira vista pode parecer normal. Mas sabe-se que não é ele que paga o almoço e muito menos os funcionários.
O escândalo reside aqui. A Câmara de Alcanena pagar mensalmente almoços a um grupo de funcionários. Já nem questiono se o horário nesses dias são cumpridos.
Isto é discriminatório em relação aos demais funcionários e sobretudo não tem cobertura legal.
Devemos perguntar que coordenação de despesas existe, que controle.
Provavelmente uma inspecção ás contas provenientes dos restaurantes seria elucidativa.
Que fazem os partidos políticos da oposição ? Está tudo a dormir !
Isto pode levar os munícipes a pensar que como a totalidade dos vereadores almoça fora de casa, certamente o procedimento será análogo.

Mais curioso ainda é que não há dinheiro para as horas extraordinárias.
Claro, para pagar despesas ilegais de almoços.
Coordenação de Pessoal ou Almoços de Campanha...?
Sem dúvida é mais uma MANCHA de vergonha dos nosso honestos vereadores e presidente.

Olhar Alcanena

CONTRA O(s) PARQUE DE NEGÓCIOS ?  

OU CONTRA OS EMPRESÁRIOS E A INICIATIVA PRIVADA ?
(Texto da autoria de Carlos Cunha)

Não contava voltar tão breve ao assunto do Parque de Negócios (PN). Porém, penso que uma das finalidades do Blog é mesmo isto, discussão, reflexão e troca de pontos de vista sobre os assuntos.
Acabo de ler, sem surpresa, a “contestação” de um participante em relação ao PN.
Já me surpreende um argumento, vindo de alguém conhecedor da legislação e das competências (inalienáveis) das instituições.
O QUE NÃO É SÉRIO, é dizer-se que é possível instalar indústrias sem aprovação do município e das demais entidades licenciadoras.
Mas atenção. É que também não se pode impedir o licenciamento do que quer que seja, sem fundamento legal. Qualquer industria, mais ou menos poluidora, desde que cumpra com todos os preceitos previstos na legislação, na sua produção, controle e tratamento dos seus resíduos, ninguém as pode impedir. Fora ou dentro de PN ou Zonas Industriais. Basta que os instrumentos de ordenamento, nomeadamente o PDM, permita a sua localização.
Pretende-se ainda no texto de “contestação” dar a ideia que, o sistema de tratamento de resíduos industriais existente, seria razão para a implantação do PN.
Provavelmente, a existência do actual sistema será mais um óbice do que uma vantagem.
Em verdade, é que temos um sistema que está sujeito a regras de funcionamento e condicionado pela sua especificidade.
E tanto que assim é, que o autor da “contestação” já teve oportunidade de se manifestar, em tempo próprio, contra a construção de um outro aterro para resíduos não perigosos, no concelho de Alcanena.
Obviamente que se o actual sistema aceitasse outros resíduos, não seria necessário construir outro na mesma zona.
Por tudo isto, não faz sentido a suspeição de atracção de empresas poluidoras ( ... engodo para novas empresas...), aliás, nesse contexto, não haveria diferença entre a alternativa adoptada da Zona Industrial.

Ora, anulados estes argumentos (?), mantém-se a vantagem do PN sobre a ZI. A não ser que, por principio e por filosofia, se esteja, pura e simplesmente, contra a iniciativa privada e tudo deva depender do Estado patrão...
Não serão só os empresários a recordar que, já estamos no século XXI.

Carlos Cunha

quarta-feira, outubro 22, 2003

Deixem o Homem em Paz ! 

Nunca votei nele, embora reconheça o seu valor e o que fez pelo concelho de Alcanena. Não me posso contar entre os seus amigos, embora fale algumas vezes com ele.
Assisti com indignação, como muitas outras pessoas, á vergonhosa campanha que o jornal “O Mirante” lhe promoveu, enquanto exerceu funções de Governador Civil de Santarém.
É caso para nos interrogar-mos; Porque razão ? Só porque algum jornalista ou o Dono do Jornal o tomou de ponta, ou decidiu que o devia abater ?
Na altura falava-se que, como não havia anúncios do G. Civil e em contrapartida o presidente da CM Santarém pagava bem, fazia-se o jeito.
Tudo o que esse jornal escreveu e disse nunca foi corroborado por nenhum outro nem por ninguém mais ?
O Eng.º Carlos Cunha, homem que estou a referir, teve a dignidade de tudo suportar sem nunca ripostar aos ataques, nem encomendar respostas a ninguém, o que lhe seria fácil conseguir. Esta aliás uma imagem de marca que deixou na sua passagem pela vida pública.
Mas se tudo isso já lá vai, porque voltar á carga ? Não seria mais notícia o teor do texto que redigiu ? O pior é que depois lá se perdem mais uns anunciozitos...
Uma pessoa não tem direito a manifestar a sua opinião num simples local como este, sem que o dito jornal venha logo atacar de novo ?
É a comunicação social que temos.

Viver Alcanena

O CONCELHO DE ALCANENA NÃO EVOLUIRÁ ENQUANTO A CHAMADA CLASSE EMPRESARIAL NÃO COMPREENDER QUE JÁ ESTAMOS NO SECULO XXI 

(Texto da autoria de Valdemar Henriques)

Como já deu para perceber não sou adepto duma sociedade que se organiza social e economicamente, tendo como pilar ideológico e politico aquilo a que se convencionou chamar de iniciativa privada.
Fazer depender a vida e o futuro de milhões de seres Humanos das regras da também chamada economia de mercado, a meu ver, não é justo e, como está demonstrado, acarreta cada vez mais injustiças e misérias.
Considero que as instituições publicas (governo e autarquias) têm um papel preponderante a desenvolver naquelas áreas, podendo e, a meu ver, devendo, serem motores de desenvolvimento e agentes activos de correcções sociais e de assimetrias regionais.
Deixar o lucro à rédea solta provoca consequências funestas nas sociedades.
O concelho de Alcanena, como está amplamente demonstrado tem uma classe empresarial atrasada e, por isso, dificilmente, se pode contar com ela para se encontrarem soluções para o futuro.
Os processos do Hotel de Alcanena e do Cine-Teatro, são suficientemente demonstrativos da falta de vontade em investirem no concelho e uma confrangedora incapacidade de verem mais longe do que os próprios umbigos.
Lamento afirmá-lo mas com esta classe empresarial não vamos a lado nenhum.
Vir-se falar no Parque de Negócios – felizmente abortado, como solução para o nosso desenvolvimento futuro, também não é sério, tanto mais quando no tempo das vacas gordas se boicotaram soluções credíveis para dar a volta à perigosa e insustentável organização económica do concelho.
É importante referir que o chamado Parque de Negócios visava, ou pelo menos permitia sem qualquer controlo municipal, aumentar o número de empresas com actividades poluidoras.
Um dos fundamentos para a importância do Parque de Alcanena era a existência duma ETAR de Resíduos Industriais, não custando nada a admitir que esse seria o engodo para captar “novas empresas”.
A saída do tecido urbano de empresas poluidoras para o chamado Parque de Negócios não mereceu grande entusiasmo porque na verdade, falta visão empresarial e sobretudo respeito pela vida e pelo futuro das gerações vindouras.
Se quisermos dar a volta à situação, o Governo e a Autarquia devem investir fortemente na criação de infra estruturas que permitam a fixação de outras actividades económicas e de outro tipo de empresários.


Valdemar Henriques

terça-feira, outubro 14, 2003

ALCANENA SEM PARQUE DE NEGÓCIOS PERDE DEFINITIVAMENTE A OPORTUNIDADE DE DESENVOLVIMENTO E MODERNIDADE. 

(Texto da autoria de Carlos Cunha)

Há cerca de 3 anos, então detentor de responsabilidades públicas, participei activamente na criação de todas as condições para a construção de um Parque de Negócios em Alcanena, com alargamento futuro a Minde.
Estava reunido o capital necessário com a participação de empresários, a NERSANT estava no projecto e a autarquia apenas investia 2,5% de cerca de 17,5 milhões de Euros ( 3,5 milhões de contos), beneficiando-se, mais cedo ou mais tarde, de valores significativos de verbas comunitárias.

Lamento, mas não me surpreende, a notícia da autarquia de que “abandonava” o referido projecto. Em alternativa vem retomar o antiquado projecto da Zona Industrial.
Porém, não se disse ás pessoas, que a autarquia está totalmente só neste investimento. Nem podia ser doutra forma.

Qual é a diferença ?

A Zona Industrial compreende apenas a execução de um simples loteamento e a venda dos lotes industriais a quem quiser comprar á câmara. A autarquia compra o terreno, executa as infraestruturas de saneamento e energia e vende os lotes a preço sempre reduzido, onde outros vão especular comprando hoje barato para vender amanhã mais caro. Existe o risco de desaparecerem os lotes e não se construírem unidades industriais e comerciais não se criando novos empregos nem produzindo riqueza no concelho.
Este modelo está há muito ultrapassado e abandonado pelas autarquias de todo o distrito.

Hoje, a exemplo do que se faz na Europa, criam-se Parques de Negócios que são espaços modernos onde existem não apenas os lotes mas toda a espécie de infraestruturas logísticas, necessárias aos negócios como, parqueamentos, áreas de serviço, escritórios e edifícios para a criação de ninhos de empresas para apoio aos jovens empresários que querem ter a iniciativa de desenvolverem os seus projectos, unidades de restauração e alimentação, bancos, etc., etc.
Os investimentos nestes Parques “puxam” uns pelos outros e surgem rapidamente. Até porque, estando os próprios empresários a investir no Parque ( 97,5%), têm interesse em continuar a investir para rentabilizarem todo o projecto.

Isto faz parte do futuro e é um motor essencial para o desenvolvimento económico e social de um concelho.
É a partir de estruturas desta envergadura que por arrastamento se criam ciclos de investimento com mais postos de trabalho, fixação de população, novos comércios, mais habitação e assim o crescimento surge de forma sustentada e sem sobressaltos de depender apenas de uma industria.

Alcanena, através da autarquia deitou fora a oportunidade que outros souberam construir, simplesmente por falta de capacidade, diálogo e de estratégia de desenvolvimento.

Este erro trará consequências incalculáveis para o desenvolvimento do concelho.
A implementação do Parque de Negócios, inserido na rede distrital com os concelhos de T.Novas, Ourem/Fátima, Abrantes, Santarém, Rio Maior e Coruche, colocaria Alcanena no grupo da frente do distrito.
Muitos outros concelhos não conseguiram entrar no processo.
Alcanena, fica com MENOS E PIOR.

Carlos Cunha

QUE POLITICA DE HABITAÇÃO ? 

(Texto de Viver Alcanena)

Na semana anterior escrevi sobre a rotunda da fonte, atribuindo a uma mera coincidência a minha abordagem primeira e as alterações feitas de seguida nos canteirinhos da dita.
Agora meus senhores, pelo que tenho ouvido falar em surdina (*), já não será coincidência os preços dos lotes á venda pela câmara, no loteamento da chã (assim lhes chamam) e os interesses de um determinado engenheiro da (des)dita que será sócio de um empreiteiro que irá comprar os terrenos para construir os prédios colectivos - Blocos.

Se não quisermos dar razão a estas suspeitas, vejamos o que pretende a autarquia, ou o que PENSA (?) sobre estratégia de habitação para os seus munícipes;

Os lotes para vivendas, com menos de 600m2, custam á volta de 30.000€ (6.000contos), ficando a mais de 11 contos cada metro quadrado.
Tratando-se de áreas tão pequeninas, ninguém pensa que seja gente rica a comprar.

Já os lotes para os prédios colectivos têm preços convidativos; atente-se:
Os lotes para 8 habitações custam 80.000€, o que dá 10.000€ por habitação.
Os lotes com 6 hab e comércio ficam no mesmo preço – 10.000€ pela hab e 20.000€ pelo comércio?

Como os comércios ocupam um piso igual onde se constróem dois fogos, serão certamente dois comércios, o que dá também 10.000€ cada.

Um loteamento infra-estruturado, num sitio acolhedor, longe das fábricas e poluições, o custo do terreno pesar só 2.000contos em cada hab ?
E um espaço para comércio só suporta 2.000contos ?

Quem pensou (?) estas contas, estará a entender que, como vai construir a 75contos o m2, uma hab com 110m2 (T3) vai ficar em 8.250contos, somando o custo do terreno e pondo mais 750contos para outros custos, obtém um preço final de custo de 11.000contos.
Os comércios, esses vão ficar baratinhos; 100m2 a 30contos, vai para 5.500contos final.
Claro que quem vai encher os bolsos, serão os construtores, porque as hab vão estar sempre aos preços de mercado no consumidor.

É caso para dizer que “nem nos Amiais as casas estão tão baratas...”
E quando ouvi isto, perguntei na minha inocência, porquê nos Amiais ?
Quando acabaram as gargalhadas e me explicaram, voltaram as suspeitas...

Com esta política de solos ou de habitação se quisermos, para onde vai Alcanena ?

Assim, como vamos VIVER em ALCANENA ?


(*) Há mesmo PAVOR em falar certas coisas para evitar represálias e ir para a “lista negra”
Falarei sobre este tema, logo que confirme algumas coisas que tenho ouvido
.

FORMAÇÃO PROFISSIONAL 

(texto - Olhar Alcanena)

Por vezes ficamos com a impressão que em Portugal a Formação Profissional (FP) só existe para alguns empresários meterem uns cobres ao bolso, directa ou indirectamente e para ocupação temporária de alguns desempregados.
Em matéria de entidades e serviços públicos, a FP passa totalmente ao lado.

Em Alcanena não há notícia de acções significativas nesta área, por razões específicas do sector e do tecido empresarial.
Já em matéria de serviços públicos, a pobreza é extrema.
Será que os nossos funcionários públicos tudo sabem e tudo conhecem ?
Será que todos nós quando nos dirigimos, nomeadamente aos serviços municipais, somos cabal e satisfatoriamente atendidos ?
Claro que não !

Então porque não se promove FP aos funcionários da autarquia ?
Esta falta de visão e de iniciativa, remete o concelho a um atraso desnecessário.
Verbas para estas acções não são problema. O Senhor Secretário de Estado da Administração Local, Miguel Relvas, ainda agora anunciou a existência de 217 milhões de Euros para a FP, acusando as câmaras de não formarem os seus funcionários.
Eu diria mais. Autarquias que não dessem cumprimento a um plano mínimo de FP dos seus servidores, não devia ter acesso a nenhum outro fundo comunitário.
Assim não vamos a lado nenhum.
Temos de OLHAR ALCANENA, de modo diferente.

segunda-feira, outubro 06, 2003

PENSAR PARA AGIR POR UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA 

(Autor do texto - Valdemar Henriques)

Registo com natural agrado o convite que me foi feito para dar o meu contributo neste fórum que, segundo me foi explicado, visa reflectir sobre problemas da nossa comunidade local.
Aceitei o convite na condição de assinar os textos que produzo pois considero que, em democracia, só é admissível o debate aberto, leal e franco e isso implica que cada um dê a cara por aquilo que afirma ou defende.
Como me parece ser do conhecimento geral, nasci e vivo no concelho de Alcanena há mais de meio século.
Negando conceitos bairristas porque o Homem não tem Pátria, apesar disso, valorizo as raízes culturais e sociais na avaliação da sociedade e na busca de soluções para os problemas que enfrenta.
Por isso, considero que o posicionamento de cada na pirâmide social, reflecte ou devia reflectir, a sua forma de pensar e de agir em torno de questões bem concretas, como seja, o sentido em que o poder deve ser exercido e quais as prioridades da intervenção dos vários poderes públicos.
Tenho por isso dificuldade em aceitar que não residentes numa determinada comunidade sejam sensíveis e se empenhem, por exemplo, na busca de soluções para os problemas do ambiente, do funcionamento das estruturas prestadoras de cuidados de saúde e de politicas que facilitem o desenvolvimento social, cultural e produtivo.
Custa-me a aceitar que se entregue o poder a representantes dos interesses das camadas favorecidas pelo sistema e depois se espere que governem em conformidade com as necessidades dos mais desprotegidos ou, o que é ainda mais incompreensível, que façam algo para esbater as desigualdades existentes.
Não sou neutro política e socialmente e tenho definido há muito tempo em que lado da barricada me situo.
Com os meus companheiros e camaradas de percurso temos coisas pensadas para o concelho, algumas concretizadas e outras, porventura as mais importantes, se calhar irremediavelmente condenadas pelos crimes – sim, crimes, que os sucessivos governos locais têm vindo a cometer.
A ausência, assumida de forma consciente, pelas maiorias que a população tem escolhido, de infra-estruturas que possibilitem a modernização do actual tecido produtivo e, sobretudo, a diversificação das actividades económicas é um dos crimes que aponto a quem nos tem governado.
Talvez este seja um tema onde haja interesse ouvir outras opiniões pois, salvo melhor opinião, sem produção de riqueza, não existe progresso, nem futuro. Sem subestimar outras questões, esta, parece-me ser estratégica para o nosso futuro colectivo.
Que fazer para captar novas empresas com emprego de qualidade e seguro?
Que fazer para aumentar a população residente e sobretudo fixar os jovens que fora do concelho estão a obter formação superior?
Vamos ao debate, sem “medos”.

Valdemar Henriques
Dirigente da CGTP-IN

sábado, outubro 04, 2003

Mau Cheiro em Alcanena  

(Autor do texto - Carlos Cunha)

Já é tempo de acabar com a falta de qualidade do ar que respiramos em Alcanena.
Durante algum tempo, a explicação era a “mexida” nas lamas que estavam a ser acondicionadas em local próprio.
Os demais elementos da ETAR, estando concluídos no essencial, não serão (?) motivo para o mau cheiro que se faz sentir, normalmente durante a noite e agora, por vezes, até durante o dia (sempre que se verificam saltos térmicos significativos).
Não há notícia de trabalhos na ETAR.
Não há informação pública.
O povo acomoda-se, cala-se e discute coisas de somenos importância.
O que faz a câmara municipal ? segue o povo...
A autarquia pode e deve agir. Faz parte da administração da AUSTRA.
Exigir explicações e informar os munícipes era o mínimo.
A câmara pode e deve exigir que se tomem medidas para eliminar esta situação. Não se trata de vir para a praça pública acusar a industria ou o governo central.
Em primeiro lugar a autarquia deve exigir documentalmente, as razões que justifiquem este estado de coisas. A partir daí saberá (?) quem é responsável por resolver o problema e pode então exigir as acções necessárias.
A câmara tem todas as condições para estes procedimentos, se se souber impor com respeito e rigor.
Receio é que de facto não tenha qualquer força no meio empresarial, já que poucos ou nenhuns dos empresários mais responsáveis e de maior peso, confia neste executivo.
Não admira. A falta de convicção e de liderança, que fica a nu pela falta de propostas e de soluções, não convence ninguém.
Os empresários necessitam ter na autarquia quem tenha peso negocial com o governo, quem saiba o que quer, defina estratégias de actuação e saiba defender soluções.
Nada disso existe no actual executivo
A autarquia, através do seu presidente vir dizer que “...já fiz isso tudo...” e que “...isto sempre foi assim, não é agora que se consegue mudar...” é confrangedor.
De 1986 a 2000 a autarquia fez propostas ao Estado e aos Empresários, encontrou soluções, angariou milhões de contos para obras, promoveu e executou, exigindo sempre e conseguindo a colaboração de todos.
Fizeram-se coisas e liderou-se o processo.
Criou-se um Sistema, organizaram-se os industriais, a ETAR concluiu-se e começou a funcionar, construiu-se um aterro sanitário e acabou-se com o flagelo das raspas azuis, conseguimos um aterro para as lamas.
Estas coisas não caíram do céu. Lutámos por elas. Tivemos uma estratégia clara, sabíamos o que queríamos. Batemos o pé a Ministros e Secretários de Estado que nos respeitaram e que nos deram o que tínhamos direito.
Porquê agora tudo estar parado ?
E o pior estará para vir. O processo não pára e o sector, não se tomando medidas atempadas, vai sofrer por isso, mais cedo do que se possa pensar.
Depois talvez não tenhamos mau cheiro.
Teremos desemprego, fábricas em ruínas e o desenvolvimento a passar ao lado do concelho...
É preciso PENSAR sobre estas coisas.
Estes são os reais problemas de Alcanena.
Carlos Cunha

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